No sertão do meu Brasil,
Onde o sol queima mais forte,
O pobre luta e constrói,
Sua vida, sua sorte.
Com a enxada na mão,
E o suor a lhe banhar,
Canta a terra e o grão,
Sem nunca desanimar.
Mas o rico em seu sobrado,
Reclama do seu jantar,
Que o sal não foi bem posto,
Que o vinho veio a faltar.
Enquanto o pobre se alegra
Com o pouco que tem pra dar,
O rico nunca se contenta,
Só sabe criticar.
O pobre, com fé na vida,
Encara qualquer parada,
Pois sabe que a esperança
Não é coisa emprestada.
Mas o rico, ah, esse sim,
Vive em constante agonia,
Pois mesmo com tanto ouro,
Não compra a alegria.
O cordel aqui declama,
Nessa rima popular,
Que a riqueza da alma
Não se pode comprar.
E assim sigo cantando,
Nesse verso rimador,
O sofrimento do pobre,
E do rico reclamador.
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