sábado, 4 de maio de 2024

O pobre é o rico

 No sertão do meu Brasil,

Onde o sol queima mais forte,

O pobre luta e constrói,

Sua vida, sua sorte.


Com a enxada na mão,

E o suor a lhe banhar,

Canta a terra e o grão,

Sem nunca desanimar.


Mas o rico em seu sobrado,

Reclama do seu jantar,

Que o sal não foi bem posto,

Que o vinho veio a faltar.


Enquanto o pobre se alegra

Com o pouco que tem pra dar,

O rico nunca se contenta,

Só sabe criticar.


O pobre, com fé na vida,

Encara qualquer parada,

Pois sabe que a esperança

Não é coisa emprestada.


Mas o rico, ah, esse sim,

Vive em constante agonia,

Pois mesmo com tanto ouro,

Não compra a alegria.


O cordel aqui declama,

Nessa rima popular,

Que a riqueza da alma

Não se pode comprar.


E assim sigo cantando,

Nesse verso rimador,

O sofrimento do pobre,

E do rico reclamador.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

A dor de um amor não reciproco

Amei com toda a força do meu ser, Entreguei meu mundo, meu querer. Mas em teus olhos, só havia crítica, Cada gesto meu, era malícia. ...