terça-feira, 18 de março de 2025

A dor de um amor não reciproco


Amei com toda a força do meu ser,

Entreguei meu mundo, meu querer.

Mas em teus olhos, só havia crítica,

Cada gesto meu, era malícia.

Tratavas o mundo com suavidade,

Mas comigo, só havia frieza e saudade.

E quando buscava teu olhar,

Apenas sombras vinhas a me dar.

Postei meu rosto, minha essência,

Mas tudo em mim virava sentença.

Enquanto outras enaltecias,

Minhas dores tu não vias.

Nunca veio o pedido de perdão,

A promessa de amor foi ilusão.

Dizias que me amavas, juras ao vento,

Mas só deixaste cicatrizes no tempo.

Oh, ser humano, tão confuso a amar,

Dás o que tens, mas não sabes cuidar.

E eu, que somente quis te entender,

Encontro no verso, a força de renascer.

Poesia baseada em um fato contado no x.com

quarta-feira, 21 de agosto de 2024

Divisão Democrática

 Depois da reunião, em vibrante união,

A Democracia Brasileira fez sua canção,

Ficou tudo certo, selaram o acordo,

As partes repartem o bolo, sem transtorno.


De parte em parte, o erário partiu,

Um pedaço pra você, mas o maior sumiu,

Não se preocupe, o povo está bem,

Um pra você, e dez para quem convém.


Na sala fechada, sorrisos trocados,

Enquanto lá fora, sonhos roubados,

Mas a esperança, no peito persistiu,

Na divisão democrática, quem mais riu?

Esperança nas Entrelinhas

 Nas favelas, no senado,

A sujeira se espalha, sem ter lado,

Constituição, papel esquecido,

Respeito? Um sonho, um grito perdido.


Mas há quem veja, além da escuridão,

Um futuro brilha, em meio à desilusão,

Num país onde a fé é resistência,

E a esperança resiste, com paciência.


Por entre becos e corredores de poder,

Ainda há quem sonhe e queira vencer,

Pois o coração do povo é forte,

E o futuro da nação, será sua sorte.

quinta-feira, 27 de junho de 2024

Passatempo, Tempo Passa

 Hoje, menino, amanhã homem, não se tem direito a ficar muito tempo. 

O nosso tempo é curto, por aqui, nem sempre dá para concluir tudo.

Olho o passado e vejo que avós e pais, o filho repete o caminho sem grandes perspectivas. 

É preciso quebrar esse rito, essa herança, tirando a concentração de poder e renda.

A vida é um relógio implacável, marcando cada segundo, cada hora. 

E nós, passageiros efêmeros, dançamos no compasso do tempo.

Assim, quebremos as correntes, desatemos os nós do destino. 

Que o futuro seja diferente, um novo caminho, um novo hino.

Passatempo, tempo passa, mas em nossas mãos está a mudança.

Estrelas Líquidas

 Bonita, cheirosa e carinhosa, 

Na memória, só lembrar sua imagem me ereta, 

Até ao falar ao telefone, 

Foi naquele verão que nos vimos pela primeira vez.


A cachoeira jorrava, e entre o brilho do sol, 

Via as gotículas de água, 

Que pareciam estrelas dançantes, 

Refletindo o nosso encontro mágico.


Nossos olhares se cruzaram, 

Como constelações alinhadas, 

E naquele momento efêmero, 

O universo conspirou a nosso favor.


Estrelas líquidas, cintilantes, 

Guardam em suas órbitas aquela lembrança, 

Do verão que nos uniu, 

Na dança das águas e dos corações.

segunda-feira, 24 de junho de 2024

O Escravismo do Povo ao Sistema

Desde tempos antigos, o sistema impera, 

Absolutistas, democratas, todos na mesma esfera. 

Famílias no controle, poder acumulado, 

Enquanto o povo, silenciado, permanece aprisionado.


Políticos centralizam, decisões em suas mãos, 

Democracia ilusória, o povo pouco tem a voz. 

Quando será que o povo governará de fato? 

E não será mero espectador, submisso ao ato?


Um regime verdadeiro, justo e igualitário, 

Onde o povo é soberano, o governo é seu secretário. 

Eleições distritais, câmaras ecoando a vontade, 

Nascendo da própria base, sem falsa liberdade.


Deputados eleitos por distritos, compromisso real, 

E o chefe de estado, também, eleito pelo ideal. 

STF e tribunais, mas os deputados, escravos do povo, 

Com recall, substituindo quem se desvia do seu novo.


Assim, o escravismo do povo ao sistema se desfaz, 

Quando o poder é distribuído, e a esperança renasce. 

Que o eco das câmaras seja a voz da liberdade, 

E o povo, enfim, governe com justiça e igualdade.


quinta-feira, 6 de junho de 2024

Reflexões de Uma Manhã

 Na manhã deste dia, em quietude me pus a pensar,

Sobre o tempo e o espaço, onde o homem veio a caminhar.

Vagou minha mente por eras tão distantes,

Onde a natureza humana, em ciclos constantes,


Por poder, por ouro, age qual fera,

Esquecendo a essência, a verdadeira esfera.

Mesmo entre irmãos, o sangue se esquece,

Quando a cobiça pelo trono arrefece.


A luta pelo poder, eterna e voraz,

Leva a danos profundos, a paz que não satisfaz.

O homem, em seu trono de areia e vento,

Age como fera, perdendo o sentimento.


Racional e inteligência, ferramentas sem moral,

Quando usadas para o mal, tornam-se um arsenal.

Que nesta manhã de reflexão, possamos aprender,

A usar nossa humanidade, para o bem florescer.


A dor de um amor não reciproco

Amei com toda a força do meu ser, Entreguei meu mundo, meu querer. Mas em teus olhos, só havia crítica, Cada gesto meu, era malícia. ...