Hoje, menino, amanhã homem, não se tem direito a ficar muito tempo.
O nosso tempo é curto, por aqui, nem sempre dá para concluir tudo.
Olho o passado e vejo que avós e pais, o filho repete o caminho sem grandes perspectivas.
É preciso quebrar esse rito, essa herança, tirando a concentração de poder e renda.
A vida é um relógio implacável, marcando cada segundo, cada hora.
E nós, passageiros efêmeros, dançamos no compasso do tempo.
Assim, quebremos as correntes, desatemos os nós do destino.
Que o futuro seja diferente, um novo caminho, um novo hino.
Passatempo, tempo passa, mas em nossas mãos está a mudança.
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