quarta-feira, 15 de maio de 2024

Amor e Ódio no Sertão

 No sertão onde o sol queima sem dó, 

Duas famílias, em rixa eterna, vivem a se enfrentar. 

O ódio ancestral, como fogo no algodão, 

Consome os corações, sem nunca se apagar.


Mas sob o céu estrelado, longe do alvoroço, 

Dois jovens se encontram, escondidos, a sós. 

Ele, filho dos Montes, com olhar de falcão, 

Ela, flor dos Ribeiros, com voz de rouxinol.


“Amor proibido,” sussurram as estrelas, 

“Paixão que desafia,” ecoa o vento no vale. 

Nas terras áridas, onde a discórdia impera, 

Eles sonham com um mundo onde o amor prevalece.


A lua, testemunha silenciosa, ilumina 

O beijo roubado, a promessa feita. 

Contra o ódio que divide, o amor que une, 

Eles juram, um ao outro, uma vida completa.


Mas ao raiar do dia, a realidade chama, 

E cada um retorna ao seu lar, ao seu fardo. 

Na esperança de um dia mudar o destino, 

E transformar o ódio herdado em um amor sagrado.

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