No sertão onde o sol queima sem dó,
Duas famílias, em rixa eterna, vivem a se enfrentar.
O ódio ancestral, como fogo no algodão,
Consome os corações, sem nunca se apagar.
Mas sob o céu estrelado, longe do alvoroço,
Dois jovens se encontram, escondidos, a sós.
Ele, filho dos Montes, com olhar de falcão,
Ela, flor dos Ribeiros, com voz de rouxinol.
“Amor proibido,” sussurram as estrelas,
“Paixão que desafia,” ecoa o vento no vale.
Nas terras áridas, onde a discórdia impera,
Eles sonham com um mundo onde o amor prevalece.
A lua, testemunha silenciosa, ilumina
O beijo roubado, a promessa feita.
Contra o ódio que divide, o amor que une,
Eles juram, um ao outro, uma vida completa.
Mas ao raiar do dia, a realidade chama,
E cada um retorna ao seu lar, ao seu fardo.
Na esperança de um dia mudar o destino,
E transformar o ódio herdado em um amor sagrado.
Nenhum comentário:
Postar um comentário