Entre sombras e luzes, dois sentimentos bailam,
O amor, sereno, tece fios dourados,
O ódio, feroz, rasga a seda dos sonhos,
Ambos habitam o coração em tempestade.
O amor nasce suave, como o toque da brisa,
Beija a pele, sussurra promessas,
Nos olhos, reflete estrelas cintilantes,
No peito, aquece como o sol na aurora.
Mas o ódio, implacável, desperta do abismo,
Fere como lâmina afiada,
Arde como fogo indomável,
Queima e destrói, sem deixar vestígios.
No mesmo peito, convivem esses opostos,
O amor, pacífico, cura as feridas,
O ódio, devastador, abre novas chagas,
Numa dança eterna, sem começo ou fim.
Ah, como é frágil a linha que os separa,
O amor, tão puro, pode se corromper,
O ódio, tão intenso, pode se dissolver,
E ambos, juntos, moldam o ser humano.
Pois no turbilhão de sentimentos humanos,
O amor e o ódio, em batalha incessante,
Revelam a essência de nossa existência,
Um ciclo sem fim, entre a luz e a escuridão.
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