quarta-feira, 15 de maio de 2024

Dualidade do Coração

 Entre sombras e luzes, dois sentimentos bailam,

O amor, sereno, tece fios dourados,

O ódio, feroz, rasga a seda dos sonhos,

Ambos habitam o coração em tempestade.


O amor nasce suave, como o toque da brisa,

Beija a pele, sussurra promessas,

Nos olhos, reflete estrelas cintilantes,

No peito, aquece como o sol na aurora.


Mas o ódio, implacável, desperta do abismo,

Fere como lâmina afiada,

Arde como fogo indomável,

Queima e destrói, sem deixar vestígios.


No mesmo peito, convivem esses opostos,

O amor, pacífico, cura as feridas,

O ódio, devastador, abre novas chagas,

Numa dança eterna, sem começo ou fim.


Ah, como é frágil a linha que os separa,

O amor, tão puro, pode se corromper,

O ódio, tão intenso, pode se dissolver,

E ambos, juntos, moldam o ser humano.


Pois no turbilhão de sentimentos humanos,

O amor e o ódio, em batalha incessante,

Revelam a essência de nossa existência,

Um ciclo sem fim, entre a luz e a escuridão.


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