terça-feira, 21 de maio de 2024

Espera Sombria

 Eu, que nesse mundo miserável

Espera, que o homem fosse

O produto da verdade.

Hora, como pode, como acreditar

Nesse amigo que te espera

No canto, a espreitar como fera.


Nas sombras, a dúvida se agita,

E na penumbra, o coração palpita.

Esse jogo cruel de incerteza

Transforma certezas em pureza,

Enquanto o homem, feito fera,

No canto escuro, desespera.


Mas ainda na espreita, na espera,

Busco a verdade que se desespera.

Entre feras e amigos, a linha tênue

Que separa o medo do que é perene.

Eu, nesse palco de sombras a vagar,

Espero ainda, o homem se revelar.


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