Eu, que nesse mundo miserável
Espera, que o homem fosse
O produto da verdade.
Hora, como pode, como acreditar
Nesse amigo que te espera
No canto, a espreitar como fera.
Nas sombras, a dúvida se agita,
E na penumbra, o coração palpita.
Esse jogo cruel de incerteza
Transforma certezas em pureza,
Enquanto o homem, feito fera,
No canto escuro, desespera.
Mas ainda na espreita, na espera,
Busco a verdade que se desespera.
Entre feras e amigos, a linha tênue
Que separa o medo do que é perene.
Eu, nesse palco de sombras a vagar,
Espero ainda, o homem se revelar.
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