Vai jangadeiro, pelas correntezas do rio,
Navega no fluxo de um dia mais,
Na corrida incessante pelo sustento diário,
Este homem, há tempos esquecido pelo chão do lar.
Não pisa no salão, onde as lembranças dançam,
Distante fica de onde os sonhos residem,
Com a força das águas ele se guia,
Em cada remada, uma esperança, um novo dia.
Entre espumas e espelhos d’água,
A vida se desdobra em gotas de sal,
Onde cada onda que quebra,
Traz o desejo de um porto, um final.
Mas o rio é longo e a jornada incerta,
O jangadeiro segue com o coração aberto,
À procura do pão, da paz, da terra firme,
Na imensidão azul, sua alma eternamente alerta.
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