Nas trilhas da vida, caminho com fé,
Com passos de honestidade, sigo sem breu.
Os dias, cumpridos com zelo e com crer,
Na busca de um amanhã, que seja só meu.
Enquanto os anos me abraçam, mais vejo,
Injustiças que gritam em silêncio e dor.
Olhares se perdem em vãos desejos,
E a esperança se esvai, sem cor.
Os mestres do jogo, em tronos sentados,
Com bolsos recheados, de um povo a clamar.
Planos e mais planos, tão bem elaborados,
Mas na mesa do justo, o pão a faltar.
E o trabalhador, com suor no rosto,
Conta os centavos, com o coração apertado.
O mês é uma estrada, longa e sem gosto,
E o quinze é um sonho, já despedaçado.
Mas ainda há força, na voz que persiste,
No olhar que não cede, na mão que resiste.
Pois mesmo em meio à tempestade que insiste,
Há quem plante amor, onde a iniquidade existe.
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