Em marés de alegria ou tempestades de dor,
O humano oscila, num humor mutável,
Um pêndulo entre sorrisos e o torpor,
Em baile frenético, quase inacabável.
Nas horas de bonança, o riso solto,
Ecoa em gargalhadas desmedidas,
Como se a felicidade fosse um colto,
E a vida, um banquete sem feridas.
Mas quando a adversidade surge imponente,
Nuvens negras cobrem o céu da alma,
E o humor se esvai, qual ave migrante,
Deixando um vazio que a dor acalma.
Em um piscar de olhos, a cena se inverte,
Do riso à lágrima, num salto veloz,
Demonstrando a fragilidade que nos fere,
E a dualidade que nos torna feroz.
Mas eis que a esperança, qual raio de sol,
Surge entre as nuvens, trazendo alento,
E o humor retorna, num leve arrebol,
Como um lírio que brota em solo árido e lento.
Assim é a canção do humor instável,
Uma melodia que nos acompanha,
Em cada passo, em cada instante imutável,
Uma sinfonia da alma que nos apanha.
Aprendamos a dançar com essa mutação,
A rir nos bons momentos, a chorar nos piores,
Pois a vida é um palco de transformação,
Onde o humor nos guia pelos seus corredores.
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