quinta-feira, 23 de maio de 2024

A Canção do Humor Instável

 Em marés de alegria ou tempestades de dor,

O humano oscila, num humor mutável,

Um pêndulo entre sorrisos e o torpor,

Em baile frenético, quase inacabável.


Nas horas de bonança, o riso solto,

Ecoa em gargalhadas desmedidas,

Como se a felicidade fosse um colto,

E a vida, um banquete sem feridas.


Mas quando a adversidade surge imponente,

Nuvens negras cobrem o céu da alma,

E o humor se esvai, qual ave migrante,

Deixando um vazio que a dor acalma.


Em um piscar de olhos, a cena se inverte,

Do riso à lágrima, num salto veloz,

Demonstrando a fragilidade que nos fere,

E a dualidade que nos torna feroz.


Mas eis que a esperança, qual raio de sol,

Surge entre as nuvens, trazendo alento,

E o humor retorna, num leve arrebol,

Como um lírio que brota em solo árido e lento.


Assim é a canção do humor instável,

Uma melodia que nos acompanha,

Em cada passo, em cada instante imutável,

Uma sinfonia da alma que nos apanha.


Aprendamos a dançar com essa mutação,

A rir nos bons momentos, a chorar nos piores,

Pois a vida é um palco de transformação,

Onde o humor nos guia pelos seus corredores.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

A dor de um amor não reciproco

Amei com toda a força do meu ser, Entreguei meu mundo, meu querer. Mas em teus olhos, só havia crítica, Cada gesto meu, era malícia. ...