Na superfície, um sorriso sincero,
Um aperto de mão, um abraço afetuoso,
Mas por trás dessa máscara, o mistério,
O falso moralista, o jogo perigoso.
Ele se veste de virtude, de retidão,
Cita regras, prega valores com fervor,
Mas sua alma esconde a escuridão,
O hipócrita, o vilão, o dissimulador.
Amigo do peito, mas não da verdade,
Sua língua afiada, como navalha,
Corta laços, semeia a falsidade,
E o que era amizade, agora é batalha.
Ele calcula cada passo, cada gesto,
Como um jogador astuto no tabuleiro,
Mente com facilidade, sem protesto,
E o coração alheio é seu cativeiro.
Seu olhar, um espelho de engano,
Reflete o que queremos ver, não a realidade,
E quando a máscara cai, o desengano,
Descobrimos o amigo do peito, mas não da verdade.
Que aprendamos a discernir, a enxergar,
A verdadeira amizade, o afeto genuíno,
Pois o falso moralista, o hipócrita a disfarçar,
Não merece o título de amigo, mas sim de destino sombrio.
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