quinta-feira, 9 de maio de 2024

Amigo do Peito, Mas Não

 Na superfície, um sorriso sincero, 

Um aperto de mão, um abraço afetuoso, 

Mas por trás dessa máscara, o mistério, 

O falso moralista, o jogo perigoso.


Ele se veste de virtude, de retidão, 

Cita regras, prega valores com fervor, 

Mas sua alma esconde a escuridão, 

O hipócrita, o vilão, o dissimulador.


Amigo do peito, mas não da verdade, 

Sua língua afiada, como navalha, 

Corta laços, semeia a falsidade, 

E o que era amizade, agora é batalha.


Ele calcula cada passo, cada gesto, 

Como um jogador astuto no tabuleiro, 

Mente com facilidade, sem protesto, 

E o coração alheio é seu cativeiro.


Seu olhar, um espelho de engano, 

Reflete o que queremos ver, não a realidade, 

E quando a máscara cai, o desengano, 

Descobrimos o amigo do peito, mas não da verdade.


Que aprendamos a discernir, a enxergar, 

A verdadeira amizade, o afeto genuíno, 

Pois o falso moralista, o hipócrita a disfarçar, 

Não merece o título de amigo, mas sim de destino sombrio.


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