POESIA ESCRITA EM 2018
Na política brasileira, o cenário persiste,
Os sócios do establishment, imóveis, enraizados,
Num sistema de castas, a luta persiste,
Enquanto o povo oprimido busca seus anseios calados.
Mudanças são imperativas, inadiáveis,
A Constituição de 88 permaneceu, mas com privilégios,
E o sistema, em seu loop de castas, inabalável,
Não se altera, perpetua-se, sem desafios.
Não somos uma Índia em sua totalidade,
Mas na política, uma casta verdadeira emerge,
Que não muda de rumo, nem de identidade,
A roda gira, gira, e a essência permanece, imerge.
Uma reforma é urgente, necessária,
Políticos com mais de dois mandatos,
Tornam-se uma casta, eternamente primária,
Para o povo, a esperança se esvai, os contratos.
O interesse próprio prevalece, inabalável,
Sobre o bem público, sobre as vozes que clamam,
A mesma casta sobrevive, implacável,
Como no sistema imperial antigo, sem dramas.
O povo, outrora via Deus no homem,
Hoje, o homem se alimenta do que lhe é dado,
Seu respeito reside em aceitar sucessões, o mesmo,
De homens com direito sanguíneo, o legado.
E assim, formam-se castas políticas,
Num loop eterno, sem rupturas, sem alívio,
Para o povo, a mudança é apenas retórica,
Nada muda, nada se transforma, é o vício.
Mas a roda, ah, a roda, precisa parar,
Para que outros possam entrar, respirar,
E o sistema, reiniciar, se renovar,
Em busca de um Brasil mais justo, a sonhar.
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