Cidade Maravilhosa, em prantos te vejo,
Teus encantos manchados por um mal sem pejo.
Governantes gananciosos, em gaiolas douradas,
Enquanto a miséria impera, em vielas esquecidas.
Cartão postal do Brasil, outrora reluzente,
Hoje envergonhas o mundo, com tua alma doente.
Políticos corruptos, como ratos no porão,
Devoram teu futuro, em gananciosa união.
Terra do samba e do futebol, berço da alegria,
Aterrorizada por crimes, que roubam a poesia.
Ondas de violência, quebrando a serenata,
Tuas ruas silenciadas, em noite assombrada.
Turistas afugentados, pelo medo que impera,
Alegria em quarentena, esperança que se esvazia.
O folião, alma pura, nesse caos sem fim,
Perde a folia e a festa, no labirinto sem fim.
Mas nem tudo se perde, Rio de Janeiro amado,
No teu seio ainda pulsa, um coração obstinado.
O povo guerreiro, que teima em cantar,
Em defender teu nome, e teu brilho restaurar.
Unidos cantaremos, um novo amanhecer,
Onde a justiça impere, e a paz possa florescer.
Teus filhos te erguerão, com força e com amor,
E o Rio de Janeiro, voltará a ser o que sempre foi:
Um paraíso na Terra, um sonho a se realizar,
Onde a beleza impera, e o amor faz reinar.
Um lugar de esperança, onde a vida floresce,
E a felicidade contagia, e a alma se apetece.
Rio de Janeiro eterno, em teu sofrer,
Nasce a força da mudança, o novo a emergir.
Com fé e com bravura, vamos te reconstruir,
E a Cidade Maravilhosa, ao mundo há de reluzir!
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