quinta-feira, 6 de junho de 2024

Na Teia da Ambição

No romper da aurora, a mente em sossego,

Mergulhei em reflexões, num turbilhão de ideias.

Viajei por eras, desvendando o enigma humano,

Em busca da verdade, entre luzes e sombras.


A natureza humana, um enigma a ser desvendado,

Movida por desejos, num constante embate.

Poder e riqueza, a dupla face da ambição,

Transformando irmãos em rivais implacáveis.


Na selva de concreto, a fera desperta,

Racional e inteligência, corrompidos pela ganância.

Amor e compaixão, relegados ao esquecimento,

Em nome de um trono efêmero, erguido em areia movediça.


Luta fratricida, um corte profundo na alma,

Deixando cicatrizes que sangram em silêncio.

A ganância cega os olhos, obscurece a razão,

Transformando o homem em lobo para o próprio homem.


Mas no meio da escuridão, um lampejo de esperança,

A chama da bondade, ainda arde em alguns corações.

A luta pelo bem, um desafio constante,

Para erguer um mundo onde a compaixão reine suprema.


Que a luz da razão dissipe as trevas da ganância,

E que o amor fraternal floresça em cada lar.

Que a natureza humana se eleve em sua essência,

Construindo um futuro onde a paz e a justiça possam prevalecer.

segunda-feira, 27 de maio de 2024

A Sombra da Tirania

 Desde eras ancestrais, um fardo pesa,

O jugo do Estado, a alma opressa.

Do Império Romano à terra Otomana,

A tirania impera, soberana.


No solo Americano, promessas falhadas,

Um sistema imperfeito, manchado de chagas.

No Brasil, a justiça, em constante aflição,

Executivo e Legislativo, em união.


Desde o Império, um poder enraizado,

Pouco mudou, o povo subjugado.

O sistema distrital, com recall em mente,

Um passo à justiça, mas ainda indigente.


Limitar reeleições, um sopro de esperança,

Duas para o parlamento, para o Presidente, apenas uma.

Um basta à tirania, um novo amanhecer,

Onde o poder do povo possa florescer.


Mas a luta é árdua, a batalha constante,

Contra a sombra da tirania, persistente.

Com força e união, ergueremos a voz,

Por um futuro livre, sem opressão e sem dó.


Pois a liberdade é um direito inato,

Um fogo sagrado, puro e imaculado.

Queimando as correntes, quebrando as algemas,

Construiremos um mundo sem tiranas diademas.

sexta-feira, 24 de maio de 2024

Rio em Lágrimas

 Cidade Maravilhosa, em prantos te vejo,

Teus encantos manchados por um mal sem pejo.

Governantes gananciosos, em gaiolas douradas,

Enquanto a miséria impera, em vielas esquecidas.


Cartão postal do Brasil, outrora reluzente,

Hoje envergonhas o mundo, com tua alma doente.

Políticos corruptos, como ratos no porão,

Devoram teu futuro, em gananciosa união.


Terra do samba e do futebol, berço da alegria,

Aterrorizada por crimes, que roubam a poesia.

Ondas de violência, quebrando a serenata,

Tuas ruas silenciadas, em noite assombrada.


Turistas afugentados, pelo medo que impera,

Alegria em quarentena, esperança que se esvazia.

O folião, alma pura, nesse caos sem fim,

Perde a folia e a festa, no labirinto sem fim.


Mas nem tudo se perde, Rio de Janeiro amado,

No teu seio ainda pulsa, um coração obstinado.

O povo guerreiro, que teima em cantar,

Em defender teu nome, e teu brilho restaurar.


Unidos cantaremos, um novo amanhecer,

Onde a justiça impere, e a paz possa florescer.

Teus filhos te erguerão, com força e com amor,

E o Rio de Janeiro, voltará a ser o que sempre foi:


Um paraíso na Terra, um sonho a se realizar,

Onde a beleza impera, e o amor faz reinar.

Um lugar de esperança, onde a vida floresce,

E a felicidade contagia, e a alma se apetece.


Rio de Janeiro eterno, em teu sofrer,

Nasce a força da mudança, o novo a emergir.

Com fé e com bravura, vamos te reconstruir,

E a Cidade Maravilhosa, ao mundo há de reluzir!


quinta-feira, 23 de maio de 2024

Alma em Tormento

 Em mundo vil, meu ser se abate,

Esperança em vão, qual mariposa à noite,

Buscando a verdade, um raio que nunca aporta.


Como crer no amigo, outrora tão doce,

Se agora se esconde, fera em emboscada,

Pronto a atacar com garras afiadas?


Alma em tormento, em mar revolto,

Lutando contra a escuridão que me consome,

Anseio por luz, por um porto seguro,

Onde a paz reine e o amor me assuma.


Mas a realidade me confronta,

Com a dura verdade, amarga e pungente,

Que a bondade nem sempre é constante,

E a traição se esconde em faces sorridentes.


Oh, coração aflito, dilacerado,

Em busca de um refúgio, um bálsamo divino,

Para acalmar a dor, o sofrimento insano,

E encontrar a redenção, um novo destino.


Ainda há esperança, um fio tênue de luz,

Que teima em persistir na escuridão da noite,

Guiando meus passos, buscando a verdade e a virtude,

Para que a paz finalmente me acolite.


Em meio à tempestade, a fé me fortalece,

E a crença em dias melhores me impulsiona,

Pois sei que a justiça há de prevalecer,

E a bondade triunfará, a alma acalma.

A Canção do Humor Instável

 Em marés de alegria ou tempestades de dor,

O humano oscila, num humor mutável,

Um pêndulo entre sorrisos e o torpor,

Em baile frenético, quase inacabável.


Nas horas de bonança, o riso solto,

Ecoa em gargalhadas desmedidas,

Como se a felicidade fosse um colto,

E a vida, um banquete sem feridas.


Mas quando a adversidade surge imponente,

Nuvens negras cobrem o céu da alma,

E o humor se esvai, qual ave migrante,

Deixando um vazio que a dor acalma.


Em um piscar de olhos, a cena se inverte,

Do riso à lágrima, num salto veloz,

Demonstrando a fragilidade que nos fere,

E a dualidade que nos torna feroz.


Mas eis que a esperança, qual raio de sol,

Surge entre as nuvens, trazendo alento,

E o humor retorna, num leve arrebol,

Como um lírio que brota em solo árido e lento.


Assim é a canção do humor instável,

Uma melodia que nos acompanha,

Em cada passo, em cada instante imutável,

Uma sinfonia da alma que nos apanha.


Aprendamos a dançar com essa mutação,

A rir nos bons momentos, a chorar nos piores,

Pois a vida é um palco de transformação,

Onde o humor nos guia pelos seus corredores.

terça-feira, 21 de maio de 2024

Canção do Jangadeiro

 Vai jangadeiro, pelas correntezas do rio,

Navega no fluxo de um dia mais,

Na corrida incessante pelo sustento diário,

Este homem, há tempos esquecido pelo chão do lar.


Não pisa no salão, onde as lembranças dançam,

Distante fica de onde os sonhos residem,

Com a força das águas ele se guia,

Em cada remada, uma esperança, um novo dia.


Entre espumas e espelhos d’água,

A vida se desdobra em gotas de sal,

Onde cada onda que quebra,

Traz o desejo de um porto, um final.


Mas o rio é longo e a jornada incerta,

O jangadeiro segue com o coração aberto,

À procura do pão, da paz, da terra firme,

Na imensidão azul, sua alma eternamente alerta.


Espera Sombria

 Eu, que nesse mundo miserável

Espera, que o homem fosse

O produto da verdade.

Hora, como pode, como acreditar

Nesse amigo que te espera

No canto, a espreitar como fera.


Nas sombras, a dúvida se agita,

E na penumbra, o coração palpita.

Esse jogo cruel de incerteza

Transforma certezas em pureza,

Enquanto o homem, feito fera,

No canto escuro, desespera.


Mas ainda na espreita, na espera,

Busco a verdade que se desespera.

Entre feras e amigos, a linha tênue

Que separa o medo do que é perene.

Eu, nesse palco de sombras a vagar,

Espero ainda, o homem se revelar.


A dor de um amor não reciproco

Amei com toda a força do meu ser, Entreguei meu mundo, meu querer. Mas em teus olhos, só havia crítica, Cada gesto meu, era malícia. ...